sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

TIRANDO DÚVIDAS

NOVA COLUNA: Visa esclarecer os equívocos e dúvidas em relação à Doutrina Espírita:


  • EXISTE PASSE MAIS FORTE QUE OUTRO?

 RESPOSTA: Costumamos escutar esta frase, frequentemente, infelizmente.  Não existe nada disso. Para recebermos o passe, temos que ter, o forte desejo de receber (VONTADE E DESEJO) (mesmo necessitado do tratamento) e sobretudo, acreditar, primeiramente em Deus, depois na ajuda da Equipe Espiritual, em seguida, no Passista, que está alí, trabalhando com muito amor e carinho e finalmente, acreditar em você mesmo, como potência Divina.


  • EXISTE POSTURA PARA RECEBERMOS O PASSE?

RESPOSTA: A melhor postura é aquela que nos sentimos mais confortáveis. As recomendações, como: descruzar pernas, manter às mãos em posição de conchas, . tirar pulseiras ou relógios, não cruzar os braços, etc, é puramente equivocadas.


  • É VERDADE QUE  NÃO DEVEMOS FAZER PRECE PARA SUICIDAS, PORQUE O ATRAÍMOS PARA NOSSA CASA?

RESPOSTA: Esta questão além de ser falsa é em verdade uma grande falta de caridade para com o nosso irmão, que por alguma decepção em sua vida, cometeu este grande equívoco.A prece é um instrumento de amor e caridade para com todos. Devemos fazer a nosso prece para com todos os necessitados sempre.


  •  É CORRETO E TEM VALIDADE LEVAR ROUPAS NO CENTRO ESPÍRITA PARA "APLICAR PASSE NAS MESMAS?"
RESPOSTA: É uma conduta equivocada e sem nenhum valor terapêutico ou espiritual. Até mesmo, é uma atitude constrangedora e que coloca a pessoa no ridículo. Cabe aos diretores da Casa Espírita, explicar com todo carinho e amor, esclarecendo ao frequentador de que o passe se recebe ou envia através da mentalização e que pode ser aplicado à distância. Portanto, dispensa esta conduta, mesmo porque o passe não terá ação nenhuma  em vestimentas.


  •  É CERTO DIZER ESPIRITISMO DE "MESA BRANCA?".
RESPOSTANão é correto, pois, não existe Espiritismo de Mesa Branca, e sim, apenas um só Espiritismo, ou seja, só existe Doutrina Espírita. Esta referência é um grande equívoco que foi criado  no início do século 20 para diferenciar o que era atividade mediúnica, dos nossos irmãos do Movimento Afro-Brasileiro com o Espiritismo, que diga-se de passagem, com todo respeito, difere muito da atividade nos Centros Espíritas. A atividade mediúnica dos nossos irmãos eram realizadas em terreiro, ou mesmo pela dificuldade de se expressarem, nas matas, e que por volta de 1908, a Umbanda se organizou e se constituiu em entidade civil religiosa. O Espiritismo trazido ao Brasil, pelo grande Espírita Luiz Olimpio Teles de Menezes, que inicialmente era estudado nas residências dos espíritas iniciantes. Em 17/09/1865 fundou o primeiro Centro Espírita denominado: Grupo Familiar do Espiritismo e depois em 08/03/1869 fundou o primeiro Jornal Espírita denominado: Ecos de Além Túmulo, na cidade de Salvador-BA. Portanto, segundo os historiadores, para diferenciar (erroneamente) um do outro, chamaram o Espiritismo de "mesa branca", porque se colocava uma toalha branca sobre a mesa onde era realizada a atividade mediúnica, por uma questão de higiene, (na verdade, toalha branca ou de qualquer cor ou mesmo sem toalha, sabemos que não intefere na qualidade da atividade) e faziam esta diferenciação, querendo ressaltar que a Doutrina Espírita continha uma pureza que contrariava as atividades dos nossos queridos irmãos do Movimento Afro-Brasileiro, injustificável, pois tudo que se faz em nome de Deus e do próximo, é puro amor. Nos tempos modernos, o Movimento Espírita, corrige esta grande falta para com todos os nossos irmãos de outro pensamento filosófico ou religioso. E é isto que devemos fazer, esclarecer as pessoas que ainda pensam e acreditam na chamada "mesa branca".


  •  É CORRETO DIZER DOUTRINA KARDECISTA?

RESPOSTA: Não é correto. É um grande equivoco, pois só existe uma: A Doutrina Espírita, que foi codificada pelo mestre Lionês: Hyppolyte Leon Denizard Rivail (Allan Kardec). Quando Kardec terminou a primeira parte de seu trabalho, foi-lhe sugerido, pelo grupo que já estava pesquisando o assunto das mesas girantes, que tinha sido denominado Neoespiritualismo, o nome da Doutrina como Kardecista, pelo trabalho por ele feito, no que foi prontamente recusado por Kardec. Afirma Allan Kardec, que a doutrina não era dele e sim, dos Espíritos. Foi então, que este corpo de doutrina recém formado, se denominou: Doutrina Espírita, . Entretanto podemos dizer: conceitos, pensamentos, lógica, etc, Kardecista, pois o grande mestre, também formulou seus pensamentos e opiniões. Mas, se tratando de Doutrina, devemos dizer: Doutrina Espírita ou Espiritismo.


ARTIGOS



TRAGÉDIAS NATURAIS

Toda vez que acontece uma tragédia, como a ocorrida recentemente na região serrana do Rio de Janeiro, ficamos refletindo sobre o motivo de a humanidade passar por tantas provações ocasionadas pela força da Natureza. Muitos até se questionam onde está Deus, e por que permite semelhantes acontecimentos.
Uma das maravilhas do Espiritismo é mostrar à humanidade um Deus justo e bom, como o fez Jesus. Entre outros atributos, esses dois nos dão a certeza de que tudo que procede de sua vontade deve ter uma causa justa e conseqüentemente uma finalidade boa. Revela-nos também que o Universo é regido por leis eternas e imutáveis, que lhe dão vida e sustentação e que tudo se sujeita a elas. Os próprios fenômenos naturais que aterrorizam e dizimam comunidades inteiras, que poderiam nos dar uma idéia equivocada da justiça e bondade do Pai, se submetem também a essas mesmas leis, seguindo uma ordem de equilíbrio dentro da Natureza, tendo, entre outras finalidades, a tarefa de desenvolver a inteligência do homem, fazendo-o buscar meios adequados, não de combatê-los, mas de se proteger contra suas inevitáveis ocorrências. Hoje, os sismógrafos conseguem detectar com antecedência os Terremotos, e a meteorologia prever furacões extremamente poderosos, denotando um grande avanço da humanidade neste sentido.
Todavia, contrastando-se a esses mesmos avanços científicos, o homem, às vezes, deixa-se guiar pela imprevidência.
Certamente, todos nós ficamos chocados com semelhantes tragédias, como a do Rio. Sensibilizamo-nos com as famílias sendo dizimadas e imaginamos a dor daqueles que ficam. No entanto, quase todos os anos, nesta época de chuvas intensas, somos informados dos mesmos acontecimentos: alagamentos, deslizamentos... É algo que, infelizmente, já estamos acostumados a assistir.
Óbvio que não precisa ser nenhum ex-esperto na matéria para saber que algumas construções nas regiões afetadas estavam irregulares, provando o descaso das autoridades políticas como também a imprevidência dos respectivos proprietários. Mas mesmo àquelas situadas em algumas regiões consideradas seguras, segundo alguns especialistas, falta um melhor planejamento em relação à urbanização, a qual requer projetos de pavimentação que, por sua vez, proíbe a filtragem das águas que se dá através do solo e dos vegetais.
Evidente que em casos como estes não se pode culpar os fenômenos naturais como sendo os responsáveis diretos pelas tragédias. A imprevidência daqueles que se opõem às suas rotas é que deve ser considerada...
Isso nos lembra a passagem evangélica, sem tomá-la, é claro, ao pé da letra, do homem que não edificou sua casa sobre a rocha; e desceu a chuva, correram rios e assopraram ventos que combateram aquela casa derrubando-a, pois não estava edificada sobre a rocha.
        Deus em seu infinito amor deixa o homem aprender com o próprio erro. Não se interpõe às suas decisões, mas responsabiliza-o pelas respectivas conseqüências.
        A natureza exige respeito, mas o homem parece não entender que para respeitá-la é preciso, antes de tudo, respeitar a si mesmo.
            
Gilberto Pardim Milla



O DESAPARECIMENTO DO CORPO DE JESUS

Amigo Leitor, muito se tem escrito e comentado sobre o desaparecimento do corpo de Jesus. Algumas teorias são propostas, até porque provas materiais não existem.
Uma das teorias é a chamada combustão natural. - Sendo Jesus, o Espírito mais perfeito que a terra conheceu, dominava todos os “segredos” da natureza, melhor dizendo, as Leis naturais. Teria ,pois,  provocado a combustão natural ou espontânea, para que, qualquer dos lados usasse de maneira imprópria o seu corpo já inanimado.
Outra teoria é a de que José de Arimatéia, senador, sendo amigo de Jesus, com sua autoridade fez o traslado para outra sepultura, como tinha autoridade política devido a seu cargo, no Império Romano, poderia entrar no recinto onde jazia o corpo de Jesus e removê-lo - a seu mando para outro local - ignorado de todos e da história. Existe outra teoria, esta milagrosa, ou seja, a chamada ressurreição. Segundo esta, Jesus teria “subido aos céus” com o corpo carnal, o que torna este fato contrário as Leis naturais, como por exemplo, a Lei de Destruição. Afirmam os favoráveis desta teoria que: “para Deus nada é impossível”. Realmente essa é uma verdade - para Deus nada é impossível - entretanto, porque Deus, neste caso, iria contra a sua própria Lei? Perguntamos: que valor teria um corpo carnal em um mundo espiritual? Por que o Apóstolo dos Gentios, Paulo de Tarso, afirmaria categoricamente que existe um corpo corruptível (material) e o corpo incorruptível (espiritual)? Sabemos perfeitamente hoje, que o corpo físico volta para a natureza em forma de elementos nutritivos para que a mesma possa produzir mais. Então, porque com o corpo de Jesus seria diferente? Ele que encarnou entre nós para exemplificar, inclusive afirmando que não veio destruir a Lei e sim cumpri-la? Fica evidente de que quando ele ressurge, primeiro para Maria de Magdala e depois para os Apóstolos, se apresenta com o seu perispírito, (corpo incorruptível). E quando termina a sua missão, desaparece, na frente dos seus apóstolos e seguidores. Assim, acontece após a materialização de um espírito, quando no final da ectoplasmia, fenômeno natural explicado com muita propriedade pela Doutrina Espírita. Se ele estivesse revestido com seu corpo carnal (que aliás não tinha mais nenhum sinal vital) não poderia, pelas Leis da Física, da Química (Leis naturais de Deus) e de outras provocar o fenômeno de desaparecimento, na frente das pessoas.
E finalmente a última teoria, esta defendida até por uma boa parte de espíritas, que é: Jesus teria usado um corpo fluídico desde o seu nascimento. Se fosse admissível, Jesus não teria sofrido nada do seu calvário, o que apenas foi uma aparência de sofrimento.  Pois bem, este fato nos leva a crer que todo o processo que Jesus passou desde as agressões que sofreu e depois o peso do madeiro infame (a cruz) seguido das lacerações em seu corpo, provocada pelos soldados, e por fim a crucificação, inclusive com a quebra dos ossos dos joelhos para rebaixar o tórax e assim comprimir os pulmões originando falta de ar (sufocante), seria então, apenas um teatro.
E o Mestre Jesus foi, é e será sempre verdadeiro!
E você amigo leitor, já pensou sobre isso? Vamos estudar e refletir?
Muita paz a todos!

Antonio Tadeu Minghin 

sábado, 27 de novembro de 2010

ESPAÇO DOS ANIMAIS





Uma rã viu uma vaca. E achou linda, aquela vaca.

- Como ela é gorda! - dizia ela. - Como ela é grande! Eu sou muito pequena, coisa mais chata! Ah, eu queria tanto ser gorda como a vaca!

Aí a rãzinha começou a comer o máximo que conseguia para ver se ficava gorda, gorda como a vaca!
Às vezes ela nem sentia fome, mas comia assim mesmo e falava para a irmãzinha rã:
- Preste bem atenção, minha irmã, me diga se estou engordando, me diga se fiquei tão gorda quanto à vaca!
- Que nada! Você não é gorda como a vaca.
A rãzinha comeu mais ainda, e engordou bastante; quase nem conseguia mais saltar.

- E agora, já estou tão gorda quanto à vaca?
- Que nada! Você não é gorda como a vaca. Você é bem menor. Nunca na vida você vai ser tão gorda quanto à vaca.
Mas a rãzinha queria porque queria ficar tão gorda quanto à vaca. Aí começou a comer mais grama, mais moscas, e todas as comidas que encontrava pela frente.

E ela engordava. Quase nem conseguia mais andar.Tinha virado uma rã gorda, gorda, mas não tão gorda quanto a vaca, e sua irmãzinha rã ficava zombando dela.
- Pode comer tudo que quiser, que não vai adiantar. Nunca na vida você vai ficar tão gorda quanto à vaca. Você é uma rãzinha, uma rãzinha pequena! Por que foi inventar de ficar tão gorda quanto à vaca?
Mas a rãzinha não dava a mínima para sua irmã. Continuava comendo.


E vocês sabem o que aconteceu?
Ela comeu demais, ficou doente e morreu.
Ah que bobinha, aquela rã invejosa! Por que ela não queria ser uma pequena rãzinha?

As rãs são muito simpáticas, pequenas daquele jeito . . .  Se fossem gordas como as vacas, seriam muito feias e não conseguiriam saltar na relva e se esconder debaixo das folhas ou no meio das plantas quando a gente tenta agarrá-las.


A Última Floresta
Espertezas

Flória
       Era uma vez uma coelha chamada Flória que vivia com os seus quatro filhotes numa toca funda, fresquinha quando o calor apertava e aconchegadora nos dias em que aquele vento que faz tremer o esqueleto a qualquer ser vivo andava à solta pelos montes e vales das redondezas.
       Comida era coisa que raramente preocupava Flória. Bastava sair à porta da sua toca e não lhe faltavam rebentos frescos, tenrinhos, apetitosos a fazerem crescer água na boca a qualquer coelhote mais guloso. Só no fim do Verão, antes das primeiras chuvas, quando a vegetação começava a amarelecer, é que a coelha Flória, depois de tomar as devidas precauções, se aventurava até às hortas dos homens.
Quando voltava, com a barriguita cheia de couves, feijão-verde, alface..., passava pelas brasas em frente à soleira da porta da sua toca. Esta soneca era para ela a mais apetitosa e não a trocava pela melhor coisa deste mundo. Quando acordava passava largos minutos a espreguiçar-se.
       Enfim... tinha aquilo a que se costuma chamar uma vida regalada.
       Tinha, porque nos últimos dias andava nervosa! Ouvia, cada vez com mais força, um barulho esquisito, estranho, preocupante... lá longe, por enquanto. Este misterioso ruído começou a preocupá-la. Sobretudo porque tinha a certeza que aquele inquietante vrum..., vrum..., vrum..., cada dia se aproximava mais da sua toca.
       Naquela tarde não conseguiu fazer a sesta e encontrava-se sentada à porta de casa quando viu a sua vizinha Anafada, uma lebre bem gorducha que media quase tanto de largura como de comprimento e que passava, pachorrentamente, uns metros abaixo. Perguntou-lhe:
       — Olha lá, que barulhos infernais são aqueles que se ouvem lá para os lados das hortas?
       — Não sei bem. Fui matar a sede ao ribeiro e estava um grupo de raposas debaixo do castanheiro velho, acho que eram aquelas que vivem lá para as bandas do Cabeço, a dizerem, com ar de preocupadas, que vai passar aqui uma estrada muito larga!!!
       — O quê?! Bem me dizia o coração que não era nada de bom! Mas tinha fé que não fosse assim tão trágico! O que há-de ser de nós? O que acontecerá aos meus filhos? — disse a coelha Flória com a voz trémula e as lágrimas sustidas a custo.
       — Tenho vindo a pensar nisso. E eu que mal me consigo arrastar. Ainda bem que não tenho filhotes. Mas temos de ter calma, alguma solução se há-de arranjar.
       — Como?! Não vês que estamos cercados e encurralados por casas, hortas, searas, fábricas, pela barragem... sei lá que mais! Além deste, não conheço outro local onde possamos sobreviver!
       — As raposas também estavam a dizer o mesmo! No entanto... talvez alguém mais viajado, mais conhecedor de terras distantes, conheça alguma floresta, ainda que pequena, onde, sem grandes sobressaltos e com poucos perigos, consigamos arranjar um buraco — disse a lebre pondo em prática toda a sua experiência adquirida ao longo da sua já longa vida.
       — Deus queira que sim. Olha vou para dentro. Estou tão preocupada, mais pelos meus filhos do que por mim, que nem me apetece conversar. Até amanhã.
       — Até amanhã e tem calma — despediu-se também a lebre Anafada.
       A coelha entrou e fechou a porta. Quando os seus filhotes sentiram o barulho da fechadura vieram abraçar a mãe. O mais pequenote, de nome Espertezas, que não costumava deixar "fazer o ninho atrás da orelha", perguntou:
       — Mamã, por que estás tão nervosa e com os olhos tão vermelhos?
       — Vi ali abaixo um cão enorme, quase tão grande como um burro!! — desculpou-se a coelha Flória.
       — Não deve ser por isso! Já estiveram muitos cães a farejar e de sentinela à nossa porta e tu nunca tiveste medo! — insistiu o filho Espertezas.
       — Mas este cão era muito grande, maior do que um burro!!
       — Se era assim tão grande, ficamos mais descansados! — disse o Espertezas com grande calma.
       — Porquê? — perguntaram os três irmãos ao mesmo tempo.
       — Ora essa! Porque não cabe na porta e não pode entrar aqui dentro — respondeu o Espertezas com ar de grande sábio.
       — Tens razão! — disseram os seus irmãos simultaneamente. — Vá, está na hora de ir dormir — interrompeu a mãe, dando a conversa por encerrada.
       Os filhotes rapidamente adormeceram mas a coelha não conseguia pregar olho. Pé ante pé, abriu a porta e saiu para a rua. Sem saber onde estava e o que fazia, encostou-se a um pinheiro.
       — Boa noite Flória! — esta assustou-se e, sem querer, deu um salto. — Não tenhas medo, sou eu, o teu amigo bufo Noitivanas!
       Não é costume andares a esta hora fora de casa!
       — Não consigo dormir! A Anafada disse que vai passar por aqui uma enorme estrada e eu não sei para onde hei-de ir com os meus filhos! — lamentou-se a Flória.
       — Olha que a lebre tem razão! Pensei que já sabias. As máquinas devem aqui chegar na próxima semana!
       A coelha não conseguiu suster mais as lágrimas, rompeu em grande pranto e começou a gritar:
       — Ai os meus queridos filhos! Ai os meus queridos filhos!
       — O Noitivanas desceu do pinheiro, abeirou-se da sua amiga, passou-lhe a asa pelo focinho e disse-lhe:
       — Que é isso?! Não chores! Como sabes eu viajo muito todas as noites. Às vezes vou para uma pequena floresta, a última que ainda existe nestas redondezas e que fica a uma légua para além da última casa.   Amanhã fazes as malas e, pela calada da noite, atravessas a povoação e mudas-te para lá com os teus pequenos.
AUTOR: António José H. Ferreira de Condeixa-a-Nova
C/ agradecimento do colega Vaz Nunes-Ovar






terça-feira, 5 de outubro de 2010

HISTÓRIA DO MÊS DE FEVEREIRO

VENCENDO EM TERCEIRO LUGAR

Com a cabeça baixa, um exausto mas determinado rapaz repetia de novo e de novo para si mesmo:
 - Você pode fazer isso. Você pode fazê-lo, voce pode, você pode.
Essas palavras, ditas tanto como encorajamento quando como confirmação, encontram um coração atento. Sem falhar, elas levaram um pé na frente outro, para o alto no ar e então para baixo - de novo e de novo e de novo. O rapaz observava intensamente enquanto, um a um, seus tênis novos batiam no asfalto que passava lentamente debaixo dele. Era um tropel muito cansado. Olhando para cima, o jovem esfregou a testa e procurou por um vislumbre da linha de chegada.
"É em algum lugar lá na frente"- disse para si mesmo
Estava muito longe. Mesmo  assim, Chris Burke estava decidido a alcança-la.
Com grande esforço, ele também cruzou a linha de chagada. Quando chegou, fotógrafos e repórteres já haviam se reunido em volta do jovem que chegara em primeiro lugar. As câmeras davam closes e espocavam flashes, microfones se esticavam para frente para captarem as palavras do vencedor. Com um sorriso que se abria de orelha a orelha, Chris triunfantemente saltou e ficou orgulhosamente ao lado do vencedor. Passou os braços em volta do rapaz de sua própria idade - alguém que ele nunca havia encontrado antes desse dia. Radiante, Chris esperou pacientemente que o repórter completasse sua entrevista com o vitorioso - tão pacientemente quanto podia em um momento que lhe era tão emocionante. Quando por fim o repórter virou-se para a câmera para suas obervações finais, Chris instantaneamente deu um passo à frente e esticou a mão para receber um aperto de mão de congratulações.
 - Nossa! - gritou Chris, incapaz de reprimir sua óbiva felicidade - Só quero dizer como isso foi emocionamente e como estou feliz de ter chegado em terceiro!
O repórter não teve saída a não ser responder ao carismático e entusiasmado atleta, querendo seu momento de reconhecimento.
 - Sim, conte-nos a respeito - gaguejou de boa vontade o surpreso repórter.
 - Uau! - disse Chris - Obrigado por me entrevistar. Isso é ótimo! Simplesmente ótimo. Bem, eu apenas estou muito feliz por estar aqui. É uma honra. Claro que terminei em terceiro lugar. Terceiro lugar é ótimo!
Ele não precisava de uma resposta para esta pergunta e não esperou por uma. Ao invés disso, virou seu rosto animado para que o mundo todo visse - isso foi em cadeia nacional - e, com mais alegria, disse:
 - Obrigado a todos por compartilharem desse momento muito especial comigo. É hora de comemorar!
Dito isso, Chris se virou e correu para a fila para receber os abraços e os apertos de mão junto com  vencedor.
Chris tinha catorze anos na época. Isso foi nas Olimpíadas Especiais.
So havia três corredores na corrida.
OBs: Chris Burke tem síndrome de Down e hoje ficou conhecido não só por esta entrevista, mas também por ser um carismático e talentoso ator da série de televisão: A Vida Continua.

Bettie B. Youngs (Extraído de Gifts of the Heart

sábado, 2 de outubro de 2010

VAMOS ESTUDAR?

NOVA COLUNA: Visa estimular o estudo da Doutrina Espírita


LIVRO DOS ESPÍRITOS: QUESTÃO No.1

Allan Kardec, o bom senso reencarnado, considerando Deus, nosso Pai e Criador, como ponto principal de todos as questões, coloca a pergunta de forma ampla. Indaga o Mestre Lionês, aos Espíritos Venerandos, o "Que é Deus" e não "Quem é Deus". Desta forma, podemos observar que Kardec teve o grande cuidado de não individualizar Deus, como uma pessoa ,e sim como a força Criadora de todas as coisas. Ou seja, a Inteligência Suprema, Causa Primária ou Primeira de todas as coisas.
Vamos estudar sobre isso?

sábado, 11 de setembro de 2010

LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER






Solidão Aparente

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
    Em meados de 1932, o "Centro Espírita Luiz Gonzaga" estava reduzido a um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Cármen Pena Perácio, José Xavier, D. Geni Pena Xavier e o Chico.
    Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhoras, desapareciam como por encanto.
    Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos da vida familiar.
    O grupo ficou limitado a três companheiros.
    D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar apenas com os dois irmãos.
    José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento.
    Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a freqüência ao grupo, pelo menos, por alguns meses.
    Vendo-se sozinho, o Médium também quis ausentar-se.
    Mas, na primeira noite, em que se achou a sós no centro, sem saber como agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse:
    - Você não pode afastar-se. Prossigamos em serviço.
    - Continuar como? Não temos freqüentadores...
    - E nós? - disse o espírito amigo. - Nós também precisamos ouvir o Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo. Abra a reunião na hora regulamentar, estudemos juntos à lição do Senhor, e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho.
    Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o pequeno salão do Centro e fazia a prece de abertura, às oito da noite em ponto.
    Em seguida, abria o "Evangelho Segundo o Espiritismo", ao acaso, e lia essa ou aquela instrução, comentando-a em voz alta.
    Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez.
    Via e ouvia dezenas de almas desencarnadas e sofredoras que iam até o grupo, à procura de paz e refazimento.
    Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta de Emmanuel.
    Para os outros, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho...
    E essas reuniões de um Médium a sós com os desencarnados, no Centro, de portas iluminadas e abertas, se repetiam todas as noites de segundas e sextas-feiras.
    A Medicação pela Fé
    Livro: Lindos Casos de Chico Xavier Ramiro Gomes
      A moça abatida, num acesso de tosse, chegara ao "Luiz Gonzaga" com a receita médica.
      Estava tuberculosa.
      Duas hemoptises já haviam surgido como horrível prenúncio.
      O doutor indicara remédios, entretanto...
      - Chico, - disse a doente - o médico me atendeu e aconselhou-me a usar esta receita por trinta dias...
      Mas, não tenho dinheiro. Você poderia arranjar-me uns cobres?
      O Médium respondeu com boa vontade:
      - Minha filha, hoje não tenho... E meu pagamento no serviço ainda está longe...
      - Que devo fazer? Estou apavorada...
      Chico pensou, pensou, e disse-lhe:
      - Você peça à nossa Mãe Santíssima socorro e o socorro não lhe faltará.
      A que horas você deve fazer a medicação?
      - De manhã e à noite.
      - Então você corte a receita em sessenta pedacinhos.
      Deixe um copo de água pura na mesa, em sua casa e, no momento de usar o remédio, rogue a proteção de Maria Santíssima.
      Tome um pedacinho da receita com a água abençoada em memória dela e repetindo isso duas vezes por dia, no horário determinado, sem dúvida, pela fé, você terá usado a receita.
      A enferma agradeceu e saiu.
      Passado um mês, a moça surgiu no Centro, corada e refeita.
      - Oh! é você? - disse o Médium.
      - Sim, Chico, sou eu. Pedi o socorro de Nossa Mãe Santíssima. Engoli os pedacinhos do papel da receita e estou perfeitamente boa.
      - Então, minha filha, vamos render graças a Deus.
      E passaram os dois à oração.

POEMAS


Com todo o meu coração

Senhor,
Com todo o meu coração
Quero te buscar
Vem me livrar

Senhor,
Sei que sou tão pequenino
Desamparado, frágil, sozinho
Mas confio em Ti
Na Tua justiça

Senhor,
Eu confio no Teu nome
E em Ti eu sei que vou vitorioso chegar
À Sião Tua morada

Senhor,
No Teu tribunal
Não há lugar para os que se esquecem de ti

Senhor,
Quero Te louvar
Meu pai
E para sempre confiar
Em Ti
Pois sei que sempre vai ouvir
O Clamor dos aflitos
E a Justiça se fará.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

EVENTOS I

 C.E. MARIANO DIAS - PENÁPOLIS
No mês de Abril, teremos, nas nossas dependências, seminário
com: Rita de Cassia de Oliveira das Mercês - Apresentação: Antonio Tadeu Minghin
Sobre o Livro: Voltei (Irmão Jacob/Chico Xavier)


AGUARDEM PARA 2011 - DOIS FILMES ESPÍRITAS NO CINEMA!
1- O Filme dos Espíritos - pela Mundo Maior produções
2- As Cartas de Chico Xavier - pela Paris Filmes
3- Fundo espiritual: Além da Vida - com Matt Damon - Direção: Clint Eastwood





quarta-feira, 2 de junho de 2010

MENSAGEM DO MÊS

MINUTOS DE SABEDORIA


A cada um de nós compete uma tarefa específica, na difusão do bem,
 Erga-se, para  trabalhar, porque  as  tarefas são muitas  e  importantes, e poucos são os que tem consciência delas. 
Ajude o mundo, para que o mundo possa ajudá-lo. 
Estenda seus braços eficientes no cultivo do Bem, para que, quando os recolher, os traga 
cheios dos frutos abençoados da felicidade e do Amor.


Carlos Torres Pastorino

terça-feira, 1 de junho de 2010

EVENTOS II - FIXOS

-TV ESPÍRITA 24h NO AR: Assistam todos os dias as Tvs 24 horas, que constam no nosso Blog - Assuntos diversos sobre a Doutrina Espírita, Palestras com vários oradores capacitados.
Tvmundomaior.com.br
Tvespiritaalvorada.com.br
Tvcei.com
Adde.org.br (de São José do Rio Preto) - palestras às 3as.feiras -20h00 e domingo às 9h00
Tvmundi.com.br


- ARTIGOS ESPÍRITAS: todas às 4a.Feiras no Jornal Regional.


-PROGRAMA A CAMINHO DA LUZ: Radio Difusora - todos os sábados: 17h15.