quarta-feira, 11 de julho de 2012

        Nós do Mariano Dias aderimos uma nova forma de avaliar o aprendizado e desenvolvimento dos participantes do curso de mediunidade, que é realizado todas às quintas-feiras nas dependências do centro. O curso é extensivo e se baseia na obra "Curso de Educação Mediúnica 1º ano", elaborada pela FEESP e nas obras do "projeto Manuel Fhilomeno de Miranda" e conta com a colaboração do professor Antônio Carlos Felcar, do Centro Espírita "Alan Kardec", de Penápolis.
        Os alunos passam bimestralmente por provas objetivas, com questões formuladas dentro do contexto do material estudado nesse período. Cada questão contém quatro alternativas, com apenas uma correta. Cada questão contém quatro alternativas, com apenas uma correta. No final, após a correção, o aluno que gabaritar a prova recebe como prêmio um livro escolhido por ele próprio da livraria do centro.



















                                                           Alguns de nossos livros...



                                                      Biblioteca do Centro Espírita








Por: Gilberto Pardim Milla 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Perfume de caridade




            Lembro-me como se fosse hoje da visita que fizemos em 1998 a Uberaba, cidade do nosso inesquecível médium Chico Xavier.
           A nossa caravana estava radiante, na expectativa de ver e, se possível tocar, até então, o maior médium vivo, o homem que atraia àquela cidade milhares de pessoas, todas à procura de um conforto espiritual, a expressar-se através de uma mensagem de um ente querido, de uma palavra amiga, ou simplesmente de um olhar, o qual por si só poderia representar grande consolação. Conosco não era diferente. Todos nós estávamos na expectativa de pelo menos vê-lo, já que na ocasião Chico estava com a idade bastante avançada e com a saúde bem debilitada e por isso poderia nem mesmo realizar a tão aguardada reunião. Mas tudo saiu melhor do que esperávamos. O médium, mesmo com muita dificuldade, atendeu um a um com a mesma atenção, beijando-nos a mão e balbuciando palavras de reconforto, difíceis de serem entendidas, devido à dificuldade para pronunciá-las num tom audível. Mas isso pouco importava... Minha alma estava eufórica, presa por fortes emoções, ao ver e receber as bênçãos daquele homem inimaginável, apóstolo de Jesus, como poucos que passam pela vida. Sua vibração era incrível, como nenhuma jamais sentida. Minha alma vibrou numa tonalidade jamais alcançada num estado de normalidade. Pena que tudo tinha que ser muito rápido. Ele não podia esperar muito. Já estava cansado. Era madrugada. Sabia Deus como foi seu dia. De que hora estava atendendo. Porém seu sorriso era de tolerância e de compaixão por todos que o buscavam. Outro detalhe marcante para mim foi um coral de jovens cantando animadamente, a sorrir para cada um que dele se aproximava. 
       Chico Xavier: um homem abençoado, um mito, o amor encarnado, são algumas das expressões que se ouve a seu respeito. No entanto, não sabemos como defini-lo, pois a melhor definição escapa à nossa deficiente análise. Talvez seja uma dessas almas missionárias que só encarnam em momentos de extrema necessidade, com a finalidade de impulsionar o progresso...  O que sabemos é que seus exemplos nos motiva a seguirmos firmes em nossos ideais. Tudo o que fez e a que se sujeitou por amor a Jesus é um incentivo a todo aquele que quer fazer a vida valer a pena. Valer a pena porque diante de tal exemplo de vida tudo a que damos excessivo valor fica muito insignificante. As coisas que buscamos: as honrarias, o prestígio, o reconhecimento, a fama, os pequenos detalhes da vida, nos quais perdemos expressivo tempo, tudo fica sem importância. Segundo ele, o que vale a pena na vida é servir a Jesus. Infelizmente, estamos ainda na fase de admiração. Falamos dele e utilizamos de seus exemplos e de seus livros como guias seguros para nós e para quem nos peça orientação, sem saber ainda imitá-lo. Não conseguimos ainda sorrir diante da dor, abençoar aquele que nos ofende, silenciar diante da crítica, renunciar aos nossos desejos em nome da felicidade alheia... 
       Contudo, rogamos: bondoso Chico, em nossos momentos de fraqueza e desânimo, intervenha por nós junto a Jesus! Que seus exemplos de vida seja nosso farol na escura estrada do mundo, e a prática da caridade à qual dedicou toda sua vida possa perfumar nossa alma, como recompensa pela honra de servir...

GILBERTO PARDIM MILLA- email: gilbertomilla11@yahoo.com.br



ESPERANÇA, CONSOLAÇÃO E FELICIDADE

ESPIRITISMO: ESPERANÇA, CONSOLAÇÃO E FELICIDADE

Leitor amigo, quantas vezes, na sua experiência evolutiva você esteve frente a frente com dificuldades, com a dor e com sofrimento, ou diante de amigos, conhecidos ou ainda de pessoas que se depararam com essas situações, as quais, muitas vezes, entraram em processo emocional angustiante e não obtiveram respostas para seus dilemas e aflições?
No artigo de hoje, vamos destacar a importância da Doutrina Espírita em nossas vidas, e ouso dizer, para a humanidade, tamanho é o seu conteúdo e valor nos processos de entendimento, de educação e ensino. Contudo, é uma Doutrina de esperança e consolação que indica o caminho para sermos felizes, mesmo num mundo de provas e expiação, auxiliando a trabalhar os nossos sentimentos em conjunto com profissionais de áreas diversas, conforme a situação que se apresenta.
Diante da dor da partida de um ente querido, por exemplo, o espiritismo, dentro de seus postulados, oferece à família envolvida nesse processo a esperança de que um dia todos irão se reencontrar. Outrossim, afirma ainda que durante o desdobramento do sono, através do sonho, poderemos estar com os nossos queridos que fizeram a grande viagem. Mais uma vez, a Doutrina de Consolação - Doutrina de Amor -, vem consolar a família, comprovando que os nossos familiares estão vivos e, muitas vezes, exercendo uma dinâmica de vida muito mais ativa do que quando no corpo físico. Dessa forma, é possível afirmar que a Doutrina Espírita “mata a morte”, ou seja, tira das nossas mentes a tristeza, a angústia, o pensamento negativo e a sensação de vazio, proporcionando o retorno de alegria e felicidade em nossas atitudes e em nossos corações.
Todavia, quão diferente do que muitos imaginam ser, é de fato o Espiritismo! Não somente de conseqüência moral ou religião, mas também Ciência e Filosofia. Tudo analisado com objetividade, método experimental e ciência positiva pelo insigne Codificador, homem de formação moral, cultural e filosófica de nível excepcional: o mestre Allan Kardec.
Tão sério é esse trabalho, que podemos chamá-lo de Tratado do Comportamento Humano, no tríplice aspecto já descrito acima, sendo impossível esgotar o assunto nestas poucas linhas. Por este motivo, convidamos você, amigo leitor, a conhecer e estudar esta Doutrina de Amor incondicional.
Vamos refletir sobre isso? Muita paz a todos!
Antônio Tadeu Minghin

terça-feira, 27 de setembro de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O CENTRO ESPÍRITA DR.MARIANO DIAS


ARTIGO

USE – UNIÃO DAS SOCIEDADES ESPÍRITAS
PENÁPOLIS – SP



“ Onde está escrita a lei de Deus? – Na consciência.” ¹


Conflitos


Inscrita na consciência de cada indivíduo, a lei de Deus impulsiona à conquista de comportamentos que se coadunem com a orientação do amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Quando por imaturidade do espírito, ou ainda por mal velada rebeldia, tenta-se burlar a lei, impondo dores a si mesmo e/ou a outrem, apresentam-se os conflitos.
Segundo Myers², conflito é uma aparente incompatibilidade de ações, objetivos ou ideias.
Nascido nos refolhos da mente e dificilmente identificado, o conflito é o verdugo que não cessa de ferir.
Essa incompatibilidade à qual Myers se refere pode fomentar processos destrutivos de longo curso e de resultados desastrosos, que se encarregam de produzir a depressão, as auto-obsessões, enfim, diversas patologias emocionais.
Diz-se, pode produzir processos destrutivos porque o conflito quando identificado se torna um aliado, um instrumento poderoso de auxílio no tocante ao autoconhecimento e possível transformação interior. Este é um aspecto positivo dos conflitos: o sofrimento, após incubação, pavimenta a estrada do socorro, retirando o indivíduo da acomodação, impondo necessário jejum moral a fim de que se conquiste, consequentemente, disciplina emocional e moral.
Assim, destaca-se que a Psicologia confirma a assertiva crística: Não se pode servir a dois senhores! Ou caminha-se pelas veredas da verdade, ou se submete ao martírio dos conflitos.
O Evangelho é seguramente o roteiro de luz do qual não se prescinde a fim de alçar o necessário equilíbrio.

¹ Questão 621, O Livro dos Espíritos
² Introdução à Psicologia Geral, David Myers, 5ª Ed, 1999
Muita Paz!
Rita Mercês

Centro Espírita Allan Kardec
Reuniões Públicas: segundas e sábados das 20 às 21h

sábado, 6 de agosto de 2011

VIDA DEPOIS DA MORTE


Vida Depois da Morte, o primeiro filme realizado sobre as Experiências Quase Morte (EQM), os impressionantes relatos de pessoas que ficaram mortas por alguns minutos e voltaram à vida.

Realizada no final dos anos 70, logo após a publicação do célebre livro Vida Depois da Vida, do pesquisador Raymond Moody Jr., essa produção histórica aborda, com seriedade, outros temas importantes, como a reencarnação, a mediunidade e a comunicação com os espíritos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER







Humorismo Materno
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier - 22
Ramiro Gama
    Em 1931, “mandar alguém para o inferno” constituía grave ofensa.
    E um dos missionários católicos que visitaram Pedro Leopoldo naquela época, no zelo com que defendia a Igreja Romana, falou do púlpito que o Chico, o Médium espírita que se desenvolvia na cidade, devia ir para o inferno.
    Chico, que freqüentara a Igreja desde a infância, ficou muito chocado.
    À noite, na reunião costumeira, aparece a progenitora desen­carnada e, reparando-lhe a inquietude, pergunta-lhe, bondosa o motivo da aflição que trazia.
    — Ah! estou muito triste, — disse o rapaz.
    — Por que?
    — Ora, o padre me xingou muito...
    — Que tem isso? Cada pessoa fala daquilo que tem ou da­quilo que sabe.
    — Mas a senhora imagine — clamou o Chico — que ele me mandou para o inferno...
    O Espírito de Dona Maria sorriu e falou:
    Ele mandou você para o inferno, mas você não vai. Fique na Terra mesmo.
    O Médium, ante o bom humor daquelas palavras, compreendeu que não convinha dar ouvidos às condenações descabidas.
    E o serviço da noite desdobrou-se em paz.
    Solidão Aparente
    Livro: Lindos Casos de Chico Xavier Ramiro Gama
      Em meados de 1932, o "Centro Espírita Luiz Gonzaga" estava reduzido a um quadro de cinco pessoas, José Hermínio Perácio, D. Cármen Pena Perácio, José Xavier, D. Geni Pena Xavier e o Chico.
      Os doentes e obsidiados surgiram sempre, mas, logo depois das primeiras melhoras, desapareciam como por encanto.
      Perácio e senhora, contudo, precisavam transferir-se para Belo Horizonte por impositivos da vida familiar.
      O grupo ficou limitado a três companheiros.
      D. Geni, porém, a esposa de José Xavier, adoeceu e a casa passou a contar apenas com os dois irmãos.
      José, no entanto, era seleiro e, naquela ocasião, foi procurado por um credor que lhe vendia couros, credor esse que insistia em receber-lhe os serviços noturnos, numa oficina de arreios, em forma de pagamento.
      Por isso, apesar de sua boa vontade, necessitava interromper a freqüência ao grupo, pelo menos, por alguns meses.
      Vendo-se sozinho, o Médium também quis ausentar-se.
      Mas, na primeira noite, em que se achou a sós no centro, sem saber como agir, Emmanuel apareceu-lhe e disse:
      - Você não pode afastar-se. Prossigamos em serviço.
      - Continuar como? Não temos freqüentadores...
      - E nós? - disse o espírito amigo. - Nós também precisamos ouvir o Evangelho para reduzir nossos erros. E, além de nós, temos aqui numerosos desencarnados que precisam de esclarecimento e consolo. Abra a reunião na hora regulamentar, estudemos juntos à lição do Senhor, e não encerre a sessão antes de duas horas de trabalho.
      Foi assim que, por muitos meses, de 1932 a 1934, o Chico abria o pequeno salão do Centro e fazia a prece de abertura, às oito da noite em ponto.
      Em seguida, abria o "Evangelho Segundo o Espiritismo", ao acaso, e lia essa ou aquela instrução, comentando-a em voz alta.
      Por essa ocasião, a vidência nele alcançou maior lucidez.
      Via e ouvia dezenas de almas desencarnadas e sofredoras que iam até o grupo, à procura de paz e refazimento.
      Escutava-lhes as perguntas e dava-lhes respostas sob a inspiração direta de Emmanuel.
      Para os outros, no entanto, orava, conversava e gesticulava sozinho...
      E essas reuniões de um Médium a sós com os desencarnados, no Ce

      O Presidente Frustrado

      Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
      Ramiro Gama

        A primeira sessão espírita no lar dos Xavier realizou-se em maio de 1927.
        Em junho do mesmo ano, os companheiros dessa reunião cogitavam de fundar um núcleo doutrinário.
        Era preciso fundar um Centro - diziam.
        E, certa noite, num velho cômodo junto à venda de José Felizardo, onde o Chico era empregado, o assunto voltou a debate.
        Na assembléia, estavam apenas dois companheiros espíritas, contudo, junto deles, uma das pessoas, sentadas, bebiam e comiam animadamente.
        - Ah! um Centro Espírita? Boa idéia! - comentava-se.
        - Apressemos a fundação!
        - Faremos tudo por ajudar.
        - Será para nós um sinal de progresso.
        E, dentre as exclamações entusiásticas que explodiam surgiu a palavra de um cavalheiro respeitável, pedindo para que o Centro fosse instituído ali mesmo. Quem seria o Presidente? José Hermínio Perácio, o companheiro que acendera aquela nova luz do Espiritismo em Pedro Leopoldo, morava longe, a cem quilômetros de distância.
        - Assumo a responsabilidade. A fundação ficará por minha conta.
        Chamem o Chico. Ele poderá lavrar a ata de fundação. Serei o Presidente e ele terá as funções de Secretário.
        Depois de breve conversação, o grupo recebeu o nome de "Centro Espírita Luiz Gonzaga".
        Chico lavrou a ata que todos os presentes assinaram.
        Mas, na manhã imediata, o cavalheiro que chamara a si a Presidência, voltou à venda de José Felizardo e pediu para que seu nome fosse retirado da ata, alegando: - Chico, você sabe que sou de família católica e tenho meus deveres sociais. Ontem, aquele meu entusiasmo pelo Espiritismo era efeito do vinho. Se vocês precisarem de mim, estou pronto para auxiliar, contudo, não posso aceitar o encargo de Presidente.
        - Mas, e como ficaremos? - perguntou o Chico - eu sou apenas o Secretário.
        - Você faça como achar melhor, mas não conte comigo.
        E o Presidente saiu, deixando o Chico a pensar...

        Muita Paz
        Gilberto Adamatti
         


      sábado, 2 de julho de 2011

      SENHOR DEUS!

      Se eu tivesse a habilidade técnica, a inspiração, a intuição de um Matisse ou de um Gauguim, iria retratar Tuas obras com luz, matiz e engenhosidade.
      Se fosse de minhas posses intelectuais a verve, o domínio das belas letras, a posse das palavras, cantá-lo-ia em verso e prosa.
      Se me fosse dada a harmonia dos sons, comporia majestosas sinfonias enaltecendo o Teu nome.
      Quisera ter a inteligência  do cientista e a bondade dos santos, para descobrir ou inventar aparelhos que registrassem a Tua grandeza.
      Mas tudo isso não me é dado.
      Permita então, Senhor, que eu ore a Ti  e lembre-me de meus irmãos, teus filhos.
      Nesse momento lanço meu grito a Tí, Oh! Senhor dos mundos, e imploro que Tua paz esteja nos hospitais, nos campos de batalha, nos manicômios, nos asilos, nos orfanatos, nos albergues noturnos, em companhia dos que perambulam pelas ruas e pelas estradas estendendo a mão à caridade pública.
      É, paradoxal, eu sei, mas é o que Te imploro.
      Assim seja.

      Paulinho Tozeto

      segunda-feira, 27 de junho de 2011

      sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

      GRANDES VULTOS DO ESPIRITISMO


      Alfredo Caetano Munhoz

      Saindo da minha humildade, e cedendo aos impulsos da amizade e da admiração que tributo ao grande batalhador sobre cuja individualidade vou tentar escrever algumas palavras, suplico desde já aos leitores que perdoem a ousadia de um neófito nas lides da palavra escrita. 
      A quatro de fevereiro de 1845 nasceu Alfredo Munhoz, o incansável apóstolo do Espiritismo no Paraná; dedicou-se à vida pública, e sempre honrou os cargos que lhe foram confiados; hoje já com 64 anos de idade, trabalhador  pertinaz, continua ainda a prestar seus serviços ao Estado, ocupando o cargo de diretor dos debates do Congresso Estadual. 
      Filiando-se à nova doutrina que se procurava implantar no Paraná, tornou-se ele um dos mais ardentes e esforçados missionários da Nova Revelação, nas terras paranaenses. Durante dez anos, nas páginas d’A Luz, o seu superior talento mostrou-se em toda a sua pujança; os trabalhos de Alfredo Munhoz nessa revista, que tanto ergueu o Espiritismo, constituem belíssimas produções da literatura das novas doutrinas.  
      Ele, porém, não se deixa adormecer diante dos louros colhidos: é o Mestre de sempre, infatigável e estudioso; e, se não fora a sua extrema modéstia, ocuparia atualmente um dos primeiros lugares na vanguarda da mentalidade paranaense.  Com estas humildes linhas, o meu único fim é fazer com que não seja uma mentira o que diz o conhecido provérbio latino – Justitia super omnia! 
      Curitiba, fevereiro de 1906. Alfredo Caetano Munhoz desencarnou em Curitiba em 1º de fevereiro de 1921.  Era filho de Caetano José Munhoz e de Francisca Franco Munhoz. Era casado em primeiras núpcias com Ritta de Oliveira Munhoz (filhos: Francisco, Rachel, Raul, Sylvia e Tharcíllo) e em segundas núpcias com Analia de Oliveira Munhoz (filhos: Ritta, Alfredo e Maria da Luz). (Dados da certidão de óbito n.º 28735 do Cartório Ermelino de Leão Neto). 




      Arthur Conan Doyle
      Segundo escreveu o saudoso Prof. José Herculano Pires, prefaciando a obra de Arthur Conan Doyle, "História do Espiritismo", é um nome conhecido e lido no mundo inteiro.
      Dotado Conan Doyle de fértil imaginação, comunicabilidade natural de seu estilo, a espontaneidade de suas criações tornaram-no um escritor apreciado e amado por todos os povos.
      Em nosso país a série Sherlock Holmes, a série Ficção Histórica e a série Contos e Novelas Fantásticas aqui estão para comprovar a afirmação feita em favor do extraordinário escritor.
      Entretanto, é bom que se diga que ele não apenas se destacou naquelas linhas compostas com três séries, pois além de historiador, pregou o uso de métodos científicos na pesquisa policial, destacou-se também como um lúcido escritor espírita em todo o mundo, revelando notável compreensão do problema espírita in-totum (como ciência, filosofia e religião).
      Então, além daquelas séries enumeradas no início destas considerações existem mais duas séries: a de História e a do Espiritismo.
      Ao ser lançada a primeira edição da obra "História do Espiritismo", a revista inglesa "Light" destacou o equilíbrio e a imparcialidade com que o assunto foi abordado. Uma extensa Nota assinada por D.N.G. destacou que os críticos haviam sido "agradavelmente surpreendidos", porque Conan Doyle, conhecido como ardoroso propagandista do Espiritismo, fora de uma imparcialidade a toda prova. E o articulista da revista "Light" continuava: "Uma obra de história, escrita com preconceitos favoráveis ou contrários, seria, pelo menos, antiartística, pecado jamais cometido pelo autor de - The White Company -, em nenhum de seus trabalhos".
      O próprio Autor define aquele critério ao falar do desejo de contribuir para que o Espiritismo tivesse sua história e o objetivo da obra não era o de fazer propaganda de suas convicções, mas o de historiar o movimento espírita. Daí, colocar-se imparcial e serenamente como observador dos fatos que se desenrolam aos seus olhos, através do tempo e do espaço. (Ipsis litteris).
      Reconhecendo a magnitude e amplitude do trabalho que se propôs realizar pediu auxílio a outras pessoas e encontrou em Mrs. Leslie Curnow uma dedicada e eficiente colaboradora e com essa ajuda prosseguiu investigações até concluir a obra.
      Reconheceu não haver realizado um trabalho completo porque não dispunha de recursos necessários e tempo, mas, com satisfação verificou que fez o que era possível no momento, diante da enorme extensão e complexidade do assunto, além das condições de dificuldades do próprio movimento espírita da época. Arthur Conan Doyle nasceu em 22 de maio de 1859, em Edimburgo, faleceu em 7 de julho de 1930, em Cowborough (Susex), após viver 71 anos bem proveitosos.
      Em junho de 1887 escreveu uma carta ao Editor da revista "Lìght" explicando as razões de haver se convertido ao Espiritismo. Tal carta foi publicada na edição de 2 de julho de 1887 da referida revista e republicada na edição de 27 de agosto de 1927. Em 15 de julho de 1929 a "Revista Internacional do Espiritismo", de Matão, São Paulo, dirigida por Cairbar Schutel, publicou no Brasil a primeira tradução integral daquela carta, documento importante, onde o jovem médico em 1887 revelava ampla compreensão do Espiritismo e a importância da Mensagem que a Doutrina trazia para o mundo inteiro.
      Conan Doyle ainda escreveu um pequeno livro traduzido por Guillon Ribeiro e sob o título "A Nova Revelação", que descreve em detalhes como se deu sua conversão. Outras obras doutrinárias de grande mérito, revelando perfeito entendimento do problema religioso do Espiritismo, afirmando a condição essencialmente psíquica da religião espírita, "A Religião Psíquica".
      A doutrina da reencarnação determinou o aparecimento de uma divergência entre aquilo que se estabeleceu chamar Espiritismo Latino e Espiritismo Anglo-Saxão. Estes, particularmente os ingleses e americanos, embora aceitassem a Doutrina Espírita não admitiam o Princípio Reencarnacionista e tal motivou os ataques e críticas ao Espiritismo. Embora a resistência mantida na Inglaterra e nos Estados Unidos contra o Princípio Reencarnacionista, Conan Doyle e outros espíritas americanos e ingleses, de renome, admitiam a reencarnação.
      Na obra "A Nova Revelação", Conan Doyle declara que "muitos estudiosos têm sido atraídos ao Espiritismo, uns pelo aspecto religioso, outros pelo científico, mas, até agora ninguém tentou estabelecer a exata relação que existe entre os dois aspectos do problema". Tal foi escrito entre 1927 e 1928, sessenta anos após a desencarnação de Kardec.
      Sabemos que Kardec definiu e solucionou aquele problema ao apresentar o Espiritismo como Doutrina sob tríplice aspecto: filosófica, científica e religiosa.
      E Conan Doyle identificava-se com o pensamento de Kardec, aguardando que a codificação kardequiana aparecesse, sem perceber que ela já existia e estava ao seu lado, para lá do Canal da Mancha.

      NOVOS ARTIGOS


      CUIDAR DOS NOSSOS IRMÃOS COM CARINHO, ATENÇÃO E AMOR, É COMUNGAR COM A LEI DIVINA!


      “NÃO TE ENVERGONHES SE, ÀS VEZES, OS ANIMAIS ESTEJAM MAIS PRÓXIMOS DE TÍ DO QUE AS PESSOAS, ELES TAMBÉM SÃO SEUS IRMÃOS.”

      Francisco de Assis
       


      POR QUE MALTRATAR SEU IRMÃO?


       



      Pois bem, amigo leitor, conforme nosso frontispício, queremos chamar à atenção dos amigos para a importância do assunto.
           Sim, os animais também são nossos irmãos. Portanto, cabe ao ser humano a responsabilidade, perante as Leis Divinas, de acolhê-los, ampará-los, dar-lhes carinho, alimentá-los, cuidar-lhes da saúde e mantê-los com amor, até o momento da sua grande viagem, ou seja, o retorno à pátria espiritual.
           E porque devemos ter este cuidado todo com um simples animal? Frase esta, que já ouvi diversas vezes. E a resposta, certamente, é a que a Doutrina Espírita nos ensina, ou seja:
      -Ninguém pode negar que os animais também são criaturas de Deus: somente por esse fato, como irmãos maiores, teríamos o dever de respeitá-los, protegê-los e amá-los.
      -O animal é um princípio espiritual e, portanto, sobrevive à morte do corpo físico.
      -É uma criatura em evolução, isto é, está submetido à Lei da reencarnação.
      -É um ser que tem livrearbítrio, ainda que limitado às suas necessidades físicas. E tem sentimentos: sente dor, sente medo, percebe quando é bem tratado e, igualmente, quando é maltratado.
            Portanto, conclui-se que, o ser humano para evoluir, necessita praticar o bem. A frase “fora da caridade não há salvação”, dita pelos Espíritos da Codificação ao mestre Allan Kardec, é bem expressiva e coloca a espécie humana na condição de exercê-la, obviamente, também aos nossos animais. E disse Jesus: “Quando o fizerdes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim estareis fazendo.”
            Caro leitor, participamos do recém criado “Grupo de Apoio Atitude e Consciência Animal”. Este grupo tem como objetivo resgatar os animais das ruas; tratá-los com ajuda veterinária, restituir-lhes a saúde e providenciar-lhes um lar, na busca de adotantes. Portanto, posso informá-los que, lamentavelmente, aqui em nossa cidade, o abandono, o desrespeito e a crueldade aos animais grassam de uma forma incrível! Portanto, o artigo de hoje, na verdade, é mais um apelo do que uma informação. Vamos pensar sobre isso e acima de tudo AGIR. Lembre-se: não existe animal de rua, e sim, animal abandonado. Por favor, nunca abandone o seu melhor amigo, ampare-o em sua velhice, assim você amigo leitor, estará comungando com as Leis Divinas!
      Muita paz a todos!

      Antonio Tadeu Minghin – Centro Espírita Dr.Mariano Dias –
      Reuniões públicas: 2ª.-4ª. e 5ª.feira: 20h00


       PRINCÍPIO INTELIGENTE



      Chama-nos a atenção, a quantidade de vezes em que aparece em O Livro dos Espíritos, em 
      versão  eletrônica,  o  vocábulo  “Inteligência”.  Cento  e  quarenta  e  quatro  vezes,  quando  
      “Amor”  aparece  oitenta  vezes,  e  “Princípio  Inteligente“,  que  é  a  definição  de  Espírito, 
      dezesseis vezes. 
      O  espírito,  que  é  criado  simples  e  ignorante,  e  que  tem  como  objetivo  a  perfeição,  está 
      inserido na Lei do Progresso, o que significa desenvolver sua inteligência. 
      O espírito Ferdinando, espírito protetor, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, nos fala 
      da  missão  do  homem  inteligente  na  Terra,  primeiro  nos  alertando  que  por  mais  que 
      saibamos, este saber  tem  limites muito estreitos na Terra, e em seqüência, que o uso deve 
      ser para o bem de todos. 
      Mas, o que é ser inteligente? 
      O Homem  tem buscado  entender  e quantificar a  inteligência há muito  tempo, mas  foi no 
      século XX que as pesquisas e descobertas se desenvolveram. 
      Em  1905,  Alfred  Binet  e  Theodore  Simon  criaram  a  Escala  Binet-Simon,  usada  para 
      identificar  crianças  com  deficiência no  aprendizado  escolar. Baixos  resultados  indicavam 
      uma  necessidade  de  intervenção mais  aprofundada  dos  professores, mas  não  significava 
      inabilidade para a aprendizagem. Alcançou enorme sucesso. 
      Em 1912, Wilhelm Stern propôs o termo “QI” (quociente de Inteligência) para representar 
      o nível mental, e  introduziu os  termos “idade mental” e “idade cronológica”, e o QI seria 
      determinado pela divisão da  idade mental pela  idade cronológica. Com o passar dos anos, 
      alguns ajustes ocorreram, e finalmente em 1939, David Wesheler criou o primeiro teste de 
      QI para adultos. 
      Durante  quase  todo  o  século  XX  o  Homem  maravilhou-se  com  o  QI,  e  o  utilizou 
      largamente,  identificando os mais diversos níveis de  inteligência, endeusando, não poucas 
      vezes, os portadores de altas pontuações, alçando-os a posições de destaques na sociedade, 
      nos meios políticos  e profissionais,  e  relegando, quase  à marginalidade, os portadores de 
      níveis normais e infranormais, quando não, manipulando-os segundo seus interesses. 
      Mas, assim como as grandes  inteligências provocaram as grandes descobertas, produzindo 
      o  progresso  tecnológico  humano,  produziram  também  catástrofes  em  larga  escala  –  as 
      grandes e pequenas guerras, por exemplo, produzindo dores e prejuízos sem monta. E todos 
      nós conhecemos pessoas inteligentíssimas que não são felizes, que possuem dificuldade de 
      socialização, e outras simplórias, segundo a escala do QI, que  são felizes e fazem os outros 
      felizes. 
      Deduzimos então, que ser portador de alto índice de QI não é suficiente para dar ao homem 
      o de que necessita para se sentir completo. Falta-lhe algo mais. 
      Na  década  de  1990,  surgiu  um  outro  tipo  de  inteligência,  a  “Inteligência  Emocional”, 
      denominada QE,  cujo  principal  defensor,  o  norte-americano Daniel Goleman,  trabalha  a 
      idéia  de  que  o  controle  emocional  contribui  para  o  desenvolvimento  da  inteligência  do 
      indivíduo, e que a  situação de violência e criminalidade do mundo de hoje   é  reflexo   da 
      cultura que  se preocupou com o QI,  esquecendo-se do  lado  emocional do  ser humano. É 
      preciso  trabalhar  as  emoções,  corrigindo  as  reações  instintivas,  utilizando-as 
      inteligentemente, controlando e evitando as negativas, o medo, a ansiedade e a  raiva, que 
      são as piores, e as positivas, a esperança é a maior delas, para viver melhor e produzir mais. 
      Emmanuel, muito  antes,  em  “Pensamento  e  Vida”,  já  nos  adverte  sobre  o  controle  das 
      emoções,  dado  o  impacto  que  as  mesmas  proporcionam  ao  nosso  corpo  físico,  via 
      perispírito, o que a ciência já tem comprovado largamente. 

      Segue-se que o QI nos mostra como funciona e como fazer, e o QE nos aponta como nos 
      comportar diante da vida. 
      Evidentemente,  não  se  trata  de  tornar-se  frio  diante  dos  acontecimentos,  mas  sim  tirar 
      proveito das emoções para viver melhor. 
      Ainda  na  década  de  noventa  surgiu  a  idéia  de  que  homem  é  portador  de  inteligências 
      múltiplas,  e  que  todas  são  passíveis  de  serem  desenvolvidas,  embora  seja  natural  a  que 
      umas se mostram mais avantajadas do que outras. 
      Mas é no final do século vinte que aparece, com mais ênfase, a idéia de que o que falta no 
      homem é desenvolver sua  inteligência espiritual, para que possa se completar enquanto se 
      humano. 
      A física e filósofa Danah Zohar desenvolveu amplo trabalho nesse sentido, e talvez tenha se 
      tornado  a maior  porta  voz  da  "Inteligência Espiritual",  ou QS,  em  inglês,  dizendo  que  é 
      preciso se questionar se queremos vivenciar esta ou aquela situação, ou seja, se vale a pena 
      enquanto  seres  humanos  talhados  para  a  extrapolar  a  materialidade  em  direção  à 
      subjetividade da moral superior. 
      A  Dra.  Danah  identifica  algumas  características  das  pessoas  desenvolvidas  ou  em 
      desenvolvimento espiritual: praticar o autoconhecimento, não temer as adversidades, pensar 
      no todo, praticar saudavelmente o "por quê?", ter compaixão, etc. 
      Para nós, espíritas, essas características não são novidades. 
      Há  cento  e  cinquenta  e  três  anos  a  Doutrina  Espírita  vem  nos  conduzindo  a  esse 
      entendimento,  apontando-nos  como  alcançá-lo,  explicando-nos  os  mecanismos  da  vida, 
      suas leis, baseada na perfeita interpretação do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, nas 
      obras de Kardec, e também nas obras subsidiárias. 
      Não se  trata, porém, de abandonarmos o desenvolvimento dos QI e QE, mesmo porque o 
      espírito,  enquanto  princípio  inteligente,  caminha,  inexoravelmente,  à  perfeição,  o  que 
      significa desenvolver-se por completo. É o que podemos  inferir da orientação do Espírito 
      da Verdade  quando  nos  aponta  o  "amai-vos  e  instrui-vos",  sem  nos  direcionar  a  esse  ou 
      aquele ponto preferencialmente. 
      Finalmente,  podemos  deduzir  que  ser  inteligente,  na  Terra,  é  seguir  as  orientações 
      evangélicas,  tais como o perdoar, ceder, socorrer, enfim,  trabalhar no Bem e para o Bem, 
      tirando  proveito,  espiritualmente,  de  todas  as  situações  em  que  venhamos  experimentar, 
      para progresso de nossos espíritos. 
      Pensemos nisso. 

      Navarro 
      C. E. Francisco Cândido Xavier 
      S. J. do Rio Preto 

      ESQUECIMENTO DO PASSADO



           Tendo vivido muitas experiências reencarnatórias, seria lícito lembrar  todos os acontecimentos passados ou pelo menos os fatos marcantes.
           Por que esquecemos o passado? Fazemos um adendo para citar o que diz o professor e fisiologista Arthur C. Guyton: ..."Se nossas mentes tentassem lembrar-se de todas essas informações, a capacidade de memória do cérebro seria excedida em minutos. Felizmente, porém, o cérebro tem a capacidade peculiar de aprender a ignorar informações que não sejam importantes.¹". Assim, entendemos que o homem 'não tem cabeça' para armazenar todas as informações. Em linguagem jocosa, diríamos que nossa memória RAM não suporta tal acúmulo de informações, e isso nos referindo apenas à vida presente.
           A esse respeito, encontramos n'O Livro dos Espíritos, questão 392, uma explicação bastante clara, capaz de elucidar o porquê de não termos memória para as vivências passadas e dos períodos em que estivemos na erraticidade. Os espíritos dizem que as lembranças do passado fragilizariam o homem, uma vez que este se deslumbraria com elas. O esquecimento do passado o faz sentir-se mais senhor de si. ...O Espírito reencarnado registra clara e conscientemente apenas o que passa pelos cinco sentidos – tato, paladar, olfato, audição e visão.² Comparando as respostas da ciência e da filosofia espírita, encontramos um ponto de convergência no tocante à importância dessas lembranças. Uma vez que a nossa reencarnação, na maioria das vezes, se dá com o objetivo de evoluirmos mediante as aquisições morais e intelectuais adquiridas, o que importa, de fato, são as experiências que ficam registradas em nós. Muito nos embaralhariam lembranças que nos fizessem sentir a diferença  entre o ontem e o hoje: no passado, um rei; no presente, um simples operário; no passado remoto, a prostituta; no presente a mulher que idealiza um lar seguro e digno. E como sabemos que nossa ascenção sempre se faz em sentido crescente, pouco teríamos a nos orgulhar de nosso passado. Muitas pessoas procuram, inadvertidamente, saber o que foram. Mas estamos preparados para saber? E o que faríamos com tais descobertas? Temos aprendido que para ter uma visão, sem pormenores, a respeito do nosso passado, bastar-nos-á estudar o que somos: nossos desejos, tendências, nossa forma de agir e reagir nas mais variadas ocasiões. Aí, sim, saberemos o que fomos, mas  principalmente, entenderemos o que devemos ser. 
           Outro ponto importante, digno de nota, é que os opositores da lei de reencarnação muito se riem, quando se referem aos que creem em vidas passadas ao afirmarem que estes só dizem que foram reis e rainhas, príncipes e princesas, enfim, ninguém quer ter sido um servidor humilde. É bem próprio de sua ignorância  pois  o conhecimento do passado ou de parte dele - que algumas vezes nos é permitido entrever - só nos deve agradar pelo que fomos e não pelo que tivemos. Reis, rainhas e afins, todos muito erraram, e o poder do qual estavam investidos na maioria das vezes foi instrumento de quedas espetaculares, portanto o que tivemos não é de forma alguma motivo de orgulho. Só o que fizemos em benefício real por nós próprios e pelas criaturas é o que nos dignifica.

           Aproveitemos as oportunidades do hoje, com os intrumentos que o Senhor nos oferece, sem a preocupação de resgatar o passado, mas com vistas às glórias do porvir. Construamos, hoje, um presente de muito trabalho e de renúncia, orvalhado de serena alegria para que a felicidade perene nos envolva a todos.
           Com os votos de muita paz da companheira de ideal cristão, presentemente vinculada às fileiras espiritistas, sempre com Jesus.
      Rita Mercês
      Centro Espírita Allan Kardec
       1. GUYTON, Arthur C. Neurociência Básica: Anatomia e Fisiologia. 2ª ed. RJ:Editora Guanabara Koogan SA, 1993.
      2. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos.




      Amai os vossos inimigos




      Jesus nos ensina, há mais de dois mil anos, a Lei de amor que Ele próprio vivenciou deixando-nos o exemplo luminoso desse ensinamento. Quando questionado por um doutor da lei sobre qual o maior mandamento, Ele responde que o maior mandamento da Lei é Amar a Deus sobre todas as coisas e disse em seguida que nos deixaria um segundo mandamento semelhante ao primeiro que consistia em  Amar o próximo como a si mesmo.
      O Divino Mestre, também, nos disse que deveríamos amar os nossos inimigos, porque se somente amassemos aqueles que nos amam não estaríamos fazendo nada além do nosso dever. E se aspiramos à glória da vida eterna devemos ver em todos os seres reencarnados irmãos em marcha evolutiva, assim como nós mesmos. Logo devemos estender esse amor ao próximo até àqueles irmãos que nos querem ofender, pois, somos todos filhos de Deus, buscando entre quedas e tropeços fazer brilhar a nossa luz interior.
      O amor que o Cristo nos recomenda, ainda não temos condições de exercitá-lo em sua total pureza, pois trazemos em nosso íntimo muitas imperfeições adquiridas nas muitas experiências reencarnatórias. Porém, quando Jesus nos recomenda amar os nossos inimigos Ele diz que devemos retribuir o mal com o bem, perdoar as ofensas.
      O Cristo nos amou mesmo sabendo de todos os sofrimentos que nossa pequenez e grande ignorância O faria passar. E por amor pede ao Pai que nos perdoe a ignorância, o orgulho, pois compreendia o momento espiritual em que nos encontrávamos.
      E mesmo com todos esses ensinos nós seres “humanos” continuamos agindo com grande desumanidade para com nossos semelhantes, quando ainda hoje pagamos o mal com o mal, buscamos a vingança ao invés de nos reconciliarmos com nossos irmãos, nutrimos sentimentos negativos para aqueles que nos querem ofender.
      Quando tivermos maturidade espiritual suficiente para compreendermos a grandiosidade do perdão então teremos compreendido o que Jesus quis dizer com o  amais os vossos inimigos, pois somente perdoando estaremos nos livrando das amarras que nos prendem aos planos inferiores da vida.
      Um sábio persa nos diz, também, que devemos ser como o sândalo que perfuma o machado que o fere. Perdoa, ame, retribua o mal com o bem, ore por aqueles que não vos queira bem.
      Portanto, afastemos a sombra densa da ignorância que nos envolve, exemplificando os ensinamentos de Jesus e assim ascendendo a nossa luz interior, que clareará o caminho que nos conduzirá ao encontro Dele.
      Muita paz e que Jesus, nosso Mestre, nos envolva em muita luz e amor.
      Frederico Cavalcante Guerra
      Centro Espírita Esperança e Caridade – SJRio Preto




      O Espiritismo no tempo




      O Espiritismo, doutrina que cumpre o papel de consolador prometido por Jesus, vem lançar luz e consolação à humanidade, pois, em seu tríplice aspecto, religioso, filosófico e científico, domina todas as áreas do pensamento humano, dando, assim, a chave para todos os enigmas que afligem o homem nos variados setores do conhecimento.
      Não é de origem humana. É uma Revelação de origem espiritual, e que esperava apenas o amadurecimento intelecto-moral da humanidade para se manifestar de forma mais ostensiva. Mais ostensiva, porque os Espíritos que são os agentes inteligentes da Natureza sempre se comunicaram com os homens; mas nunca como no século dezenove, causando, inclusive, uma certa turbulência em certos países da Europa e da América, chamando a atenção de multidões de curiosos, mas também de alguns sábios da época, como foi o caso do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, que se utilizou, em seu trabalho na Doutrina, do pseudônimo Alan Kardec.
      Kardec estudou profundamente os fenômenos físicos e intelectuais provocados pelos espíritos, e percebeu que por detrás de tudo aquilo que presenciava estava algo extraordinário, de natureza extra-física, desconhecido até então, porém pertencente à Natureza. Interrogou fortemente os espíritos comunicantes e descobriu que eram nada mais senão as almas dos homens que já haviam morrido. Analisou tudo racionalmente e formou, assim, um corpo de doutrina, denominada Espiritismo.
      Muitos da época, já cansados de dogmas, de fórmulas, de falsas promessas, para se alcançar a salvação, viram na nova Doutrina uma grande luz, e se maravilharam... Pois nela perceberam a volta do grande e incomparável Mestre Galileu. Não pessoalmente, mas eram seus ensinos que ressurgiam: de forma simples, meiga e bela, como há dois mil anos, às margens do Genezaré, depois de longos séculos escondidos atrás de escusos interesses mundanos.
      Hoje, após cento e cinqüenta e tres anos de Codificação, continuam ainda os interesses subalternos em torno do Evangelho: fórmulas salvacionistas, tributos e tudo mais para se alcançar o Céu. No entanto, aquele que estuda o Espiritismo se conscientiza que os valores do espírito devem estar acima da matéria; que a vida física é apenas um curto momento na eternidade; que o amor ao próximo é condição necessária à conquista da felicidade; que o Céu prometido por Jesus está na intimidade de cada um e não em um lugar circunscrito no Universo. Portanto, não mais sacrifícios físicos, nem comércio com Deus. A grande luta do homem deve ser realizada dentro de si mesmo.
      Eis o grande triunfo do Espiritismo, na condição de Consolador: chamar o homem à observância da lei de Deus, na essência, como ensinara Jesus.


      Gilberto Pardim Milla
      Centro Espírita Orlando P. Gomes, Jardim Del Rey 

      DEUS FAZ MILAGRES?





      Amigo leitor, é de suma importância entendermos o que significa, por exemplo, a frase: “Aconteceu um milagre em minha vida.” Se extrairmos o espírito da letra, de forma filosófica, podemos entender a frase no  sentido de que alcançamos algo de muito bom. Mas, se analisarmos de forma literal, como é o costume, genericamente falando, podemos afiançar que de acordo com a Doutrina Espírita, há um grande equívoco. Razão de nosso título de forma interrogativa.
      Pois bem, no Livro A Gênese , no capitulo XIII – Os Milagres Segundo o Espiritismo, encontramos uma definição lógica e completa sobre o assunto e que neste pequeno espaço comentaremos apenas alguns pontos sobre o questionamento: Diz na obra: “em sua acepção etimológica, a palavra milagre ( de “mirari”, admirar), significa: admirável, coisa extraordinária, surpreendente. A Academia Francesa, definiu essa palavra: Um ato do poder divino contrario às leis conhecidas da natureza.”
      Na acepção usual, essa palavra perdeu, como tantas outras, sua significação primitiva, diz ainda, em A Gênese.
      Por exemplo, a palavra sobrenatural, como é utilizada atualmente, isto é, tudo que o ocorre sem o conhecimento humano é sobrenatural. Perguntamos, o que é sobrenatural? A resposta é sobre a natureza ou superior a natureza. E o que está acima da natureza? O Espiritismo responde, somente Deus. Porque ELE é o Criador de todas as coisas. Segundo a questão numero um, em o Livro dos Espíritos, o mestre Allan Kardec, indaga aos Espíritos Superiores: “ o que é Deus?”  Tem como resposta: “É a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”
      Desta forma, caro leitor, não existe o sobrenatural, o que existe realmente são leis naturais, ou seja, forças da natureza que o ser humano ainda desconhece, mas que são leis naturais. Como a eletricidade, sabemos que existe, mas não a vemos, apenas vemos o seu efeito.
      Se Deus, fizesse milagres como muitos pessoas ainda entendem, o próprio Criador estaria derrogando suas leis. De duas, uma: ou ele entendeu que algo estava errado (o que então não seria Deus, porque Ele  é a perfeição absoluta) ou o assunto foi mal entendido ou desvirtuado.
      A Doutrina Espírita, vem então, esclarecer este equívoco, afirmando: “Os milagres não são necessários para a gloria de Deus; nada no universo se afasta das leis gerais. Deus não faz milagres, porque, sendo suas Leis perfeitas, ele não tem necessidade de as derrogar.
      Vamos estudar? Vamos refletir? Muita paz a todos.

      Antonio Tadeu Minghin
      Centro Espírita Dr. Mariano Dias
      Penápolis-SP






      Seja feita a Tua vontade!
         
          Quando nos comprometemos com Deus a fazer-LHE a vontade, notadamente nos momentos da oração, quase invariavelmente desprezamos o sentido real desse compromisso.
          Bastará a Vida  oferecer-nos oportunidades de reajuste ignorando a nossa vontade que, imediatamente nos sentiremos infelizes. Queixosos, questionaremos a divina sabedoria.
          Vezes sem conta, buscamos a satisfação dos desejos, das sensações do corpo, dos caprichos de todos os matizes e nesse afã olvidamos a mensagem que nos convida a fazer a vontade do Senhor, ainda que contrariados.
          O orgulho e o egoísmo, que se constituem a gênese de todas as nossas quedas morais, quando permitimos que se sobreponham à razão, dão-nos falsa ideia de nossas verdadeiras necessidades.
          No exame oportuno de nossos desacertos, assim nos situamos:
      * ao recebermos uma ofensa, defendemo-nos usando o mesmo artifício;
      * um pedido negado redunda certamente em revolta;
      * uma dieta imposta, o desprezo pela ocasião de aprender alimentar-se com segurança;
      * um amigo que deserta, a facilidade de esquecimento de suas virtudes;
      * a doença que nos visite, cobrança imediata do remédio para efeitos;
      * um negócio lucrativo que não se concretiza, espaço aberto para o desalento...
         Nos momentos tormentosos a orientação cristã sinaliza temperança, equilíbrio, uso da inteligência. É imperativo serenar nossas emoções, buscando refúgio seguro na prece, pavimentando uma ponte de luz entre nós, que representamos a necessidade, e o socorro divino, que nos aguarda a rogativa humilde.
          E, por fim, sempre que dissermos “seja feita a Tua vontade”, calemos nossas inquietações, aprendendo no exercício da renúncia  identificar a vontade Dele.       

      Muita Paz!
      Centro Espírita Allan Kardec
      Rita Mercês